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01/11/2016 16:39

Governo irá lançar programa ''Study in Portugal'' em Janeiro

Recentemente foi divulgado que o Governo de Portugal lançará o programa ''Study in Portugal'' (Estudar em Portugal), para alunos estrangeiros, com data prevista de lançamento para janeiro. O Diário de Portugal divulgou na publicação que dos estudantes estrangeiros que dominam os cursos em Portugal 32,7% são brasileiros. Confira a matéria na integra:

Consulados e embaixadas vão apoiar a promoção internacional de Portugal como destino de estudantes, em um novo programa (Study in Portugal) que será lançado em janeiro

Nos últimos anos, as universidades e institutos politécnicos têm feito um investimento considerável para captar alunos estrangeiros. Tanto nos programas de curta duração, como o Erasmus (apoio interuniversitário), como em cursos completos de licenciatura e mestrados, os números subiram significativamente, ultrapassando os 31 mil estudantes no total das ofertas. Agora, o governo quer juntar-se ao esforço, através de um programa centralizado de promoção de Portugal como destino de estudantes.

"No último Conselho de Ministros, aprovamos uma resolução, publicado no Diário da República [nesta semana], para lançar na Direção-Geral do Ensino Superior [DGES] o programa Study in Portugal" disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. "É um programa para estimular a cooperação entre a DGES, as embaixadas e as missões diplomáticas, para melhor articular os esforços que já estão sendo feitos", acrescentou, dando os exemplos de países como "o Reino Unido, a Suíça - muito ativa nos seus consulados - e a Alemanha" como fontes de inspiração para esta medida.

Manuel Heitor não quis adiantar qual será o valor atribuído ao programa, que sera iniciado no próximo ano, explicando que este "conjuga os orçamentos e dotações da DGES, sobretudo para essas funções", e que a verba necessária "já está no orçamento global da DGES" previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2017. "Podemos dizer que é pouco", admitiu, "mas a ideia é, dentro do quadro daquela que é a missão do ministério, acrescentarmos uma ênfase que nunca tinha sido colocada nestas iniciativas, que já vêm sendo desenvolvidas, em um trabalho de todos os dias, pelas universidades e institutos politécnicos".

De acordo com os últimos dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, em 2015-16 frequentaram as instituições do ensino superior portuguesas 13 282 estudantes estrangeiros nos chamados programas de modalidade de crédito, como o Erasmus, em que os alunos fazem parte dos seus cursos no país, sendo essa aprendizagem creditada no curso que estão a frequentar no país de origem. Quanto aos inscritos na mobilidade de grau (cursos completos, ainda que possam não os concluir no país), ascenderam a 19 445. Ou seja: 5,4% de todos os inscritos no ensino superior no ano passado.

O setor público domina a procura (78,7%) e, dentro deste, são as universidades (80,6%) que mais atraem estudantes estrangeiros, que dão preferência às áreas de ciências sociais, comércio e direito e engenharia, indústrias transformadoras e construção.

Por nacionalidades, Brasil (32,7%), Angola (13,9%) e Cabo Verde (11,3%) dominam as inscrições em cursos - um dos objetivos das instituições é chegar a outros mercados sul-americanos e ao asiático. Já no Programa Erasmus, Portugal é o oitavo destino mais popular entre estudantes europeus, com espanhóis, italianos, polacos e alemães dominando a lista dos que mais nos procuram.

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